E eu acabo de dar adeus aos risos exagerados e as minhas falas altas – quase gritadas – na tentativa inútil de fazer com que você me percebesse. E eu dou adeus a essas atitudes idiotas com um alívio enorme. Tentar fazer com que você notasse a minha presença simplesmente desgastava os meus dias, a minha paciência e mais um tanto de coisas. Eu me desgastei e com isso percebi que não é do teu sorriso que eu preciso, é do meu. Não é da tua vida que eu preciso, é da minha. Eu não preciso de você, eu preciso de mim, e é justamente aí que se encontra o meu maior problema, eu amei tanto você que te fundi ao meu ser. Droga, acabo de voltar ao ponto inicial. Eu preciso de mim, e precisar de mim, no momento em que me encontro, ainda significa – de uma forma camuflada – precisar de você.
(Eliani Ventura)

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